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1 mês no Egito – Dicas e curiosidades

templo de karnac em aswan

Antes de começar a ler nossas dicas e curiosidades, confira o vídeo que fizemos com os melhores momentos desse um mês viajando pelo Egito:

Bom, nossa experiência no Egito foi muito intensa! Na verdade, não estava em nossos planos ir tão cedo para lá, apesar de ser um sonho de infância, pois o Egito é um daqueles destinos que ocupa o topo da lista de desejos da maioria dos viajantes. Ver de perto e poder tocar em tudo aquilo que víamos nos livros de história é algo inexplicável! A grande maioria das pessoas optam em aproveitar apenas alguns dias para conhecer os pontos turísticos, mas com a gente foi um pouquinho diferente…

Depois da nossa estadia na Alemanha, só conseguimos outra oportunidade de Workaway no Egito. Com isso, ficamos em torno de 3 semanas em Bahariya Oasis! Como work exchange realizamos produção de vídeo e fotos após termos acampado por 5 dias no deserto. Confira nossos 2 posts em que explicamos essa tragetória!

De Bahariya Oasis partimos para conhecer Aswan, Abu Simbel, Luxor, Cairo e Sharm El Sheikh. Não fizemos post especial sobre Sharm, mas ficamos na casa de um conhecido cerca de 5 dias. A cidade é super turística e mais organizada, diferente do restante do país. Sharm El Sheikh é bastante conhecida pelos europeus por possuir uma das praias mais indicadas para a prática de mergulho. A água é realmente linda com magníficos recifes de corais. Para nós, foi muito conveniente passar por lá, pois era caminho para chegar até no próximo destino: Eilat em Israel.

Se você já leu nossos posts anteriores e conheceu mais a respeito dos lugares que você não pode deixar de ir, agora leia nossas dicas para quem deseja visitar este país tão diferente, louco, muitas vezes sufocante, mas também com pessoas incríveis e com uma história de cair o queixo. Um país em que você vai se deparar com coisas tão grandiosas, que você só vai querer apreciar em silêncio e agradecer por estar lá, tendo a oportunidade de ver tudo com seus próprios olhos.

Informações básicas:

  • Visto: Brasileiros precisam de visto, que pode ser tirado ainda no brasil ou na hora do desembarque, que é o que fizemos. O valor é pago em dólares e custa 25$;
  • Necessário passaporte válido por no mínimo 6 meses;
  • O país exige vacinação contra febre amarela. A Aline não tem a carteira internacional e não pediram, talvez porque fomos da Alemanha, não do Brasil. Mas  é bom não arriscar! É só ir até a ANVISA do aeroporto com sua carteirinha de vacinação e pedir a internacional, bem simples e rápido;
  • Moeda: A moeda oficial é a libra egípicia, conhecida por Egyptian Pound = EGP. É realmente muito desvalorizada, 1 EGP custa em média 0,18 centavos de reais (2018).

Vamos para as dicas, curiosidades e algumas coisas que aconteceram com nós :

– O Egito é perigoso? Nós não sentimos perigo, sentimos sim algum desconforto, principalmente por sermos mulheres. Existem alguns casos de terrorismo, de roubo, de agressão verbal com os turistas… Como em qualquer lugar – Como no Brasil! Você deixará de viajar? Não podemos viver com tanto medo. Geralmente, a mídia também trata com sensacionalismo as notícias do mundo árabe, mas a segurança contra terrorismo é muito reforçada. Só na viagem de Cairo para Sharm El Sheikh, o ônibus foi parado pelos militares cerca de 3 vezes para revistarem TODAS as bagagens e mais umas  4 vezes para verificarem os documentos dos passageiros. Além disso, antes de entrarmos em pontos turísticos ou trens/metros, fomos revistados e passamos por detector de metais.

– As ruas são cheias! De pedestres, tuktuks, motocicletas e muitos taxis. A cada passo que você dá, você escuta no mínimo 3 buzinas de taxistas desesperados em conseguir uma corrida. Acreditamos que seja uma das profissões mais competitivas do país. Eles até te seguem e parecem ficar bravos se você não entra. Então, se for andar de taxi, procure um que tenha taxímetro, pois eles podem querer mudar o preço depois, não estão nem aí! Ou, realmente combine o preço antes de entrar, nem que você tenha que desenhar o número, pois às vezes eles podem entender (ou fingir entender) seu inglês bem errado, ou falar 20 e quando você chega no lugar ele te cobrar 20 Euros e não EGP. Fique atento! E para quem quer um pouco menos de estresse: UBER (mas somente em Cairo).

– O trânsito em geral é uma loucura, nas cidades do interior como em Baharyia Oasis, aonde fizemos Workaway, os motoristas não respeitam nem mesmo as vias de mão dupla! É uma grande aventura estar na carona. 4, 5 pessoas em uma moto (todos sem capacete) e caminhões que parecem que vão tombar em qualquer momento de tão lotado de carga são cenas que se repetem em todas as cidades! Em Cairo, parece existir regra de via, mas todos ultrapassam. Você vai escutar buzinas sem parar! E faixa de segurança? HAHA isso não faz a menor diferença, pois para conseguir atravessar a rua, você terá de praticamente se atirar na frente dos carros.

– Não é apenas o fuso horário de 5 horas de diferença com o Brasil que deixa a gente um pouco confusa, os dias da semana são também um pouquinho diferentes. O domingo é sempre o primeiro dia útil (como a segunda do Brasil), ou seja, quinta no Brasil é a sexta do Egito. 

– De modo geral o comércio fica aberto das 10:00 às 2:00-3:00 da madrugada, enquanto a maioria dos restaurantes ficam abertos 24h. Mas se você precisa resolver algo em embaixada ou órgãos públicos, fique atento, pois eles ficam abertos apenas até as 14:00 ou 16:00. E a maioria dos pontos turísticos fecham às 17:00.

–  Para quem também adora caminhar nas cidades e descobrir os detalhes, caminhe pelas ruas de Cairo e das outras cidades! É o melhor jeito de vivenciar a cultura, em cada esquina você pode encontrar coisas muito diferentes acontecendo.

– Não indicamos ir para o Egito no verão! Fomos no inverno e já estava muito quente. Não conseguimos imaginar no verão…

– Em nossas contas, passamos mais de 50h no total andandando de transporte público (local – nada de trem para turistas). Foram longas viagens de trem e ônibus.  Os trens são bem lentos e os ônibus, devido as fiscalizações (algumas vezes ficamos cerca de 1h parados esperando eles abrirem e verificarem todas malas), acabam sendo muito demorados também! 

–  É recomendável ser discreto no modo de vestir, principalmente as mulheres. Nas mesquitas as mulheres devem cobrir os braços, pernas e colo. Ser cauteloso com as manifestações de afeto entre casais é importante, e se você faz parte do grupo LGBT: cautela redobrada! Mesmo que você não concorde, respeite a cultura, você não está no seu país de origem. No Egito manifestações de afeto entre marido e mulher é algo praticamente proibido. Entretanto, entre amigos (principalmente homens) isso não se aplica. Eles demonstram MUITO carinho… Vimos muitos até mesmo andando de braços entrelaçados. E aquele aperto de mão entre homens não existe, no Egito é beijo na bochecha, como as mulheres no Brasil.

– Durante 5 vezes no dia você vai escutar os cantos que são disseminados pelas mesquitas. Quando os cantos começam é a hora que os muçulmanos param para rezar. Mesmo que eles não possam rezar nos momentos exatos (devido a trabalho, trânsito, etc…) é de extrema importância ter respeito com o barulho, todos desligam as músicas altas! Além disso, antes de cada reza, todos devem lavar os pés, mãos e rostos, e é proibido homens assistirem mulheres rezando! 

– No Egito todas as refeições são feitas no chão (em uma mesa baixinha), você senta em almofadas, e SIM, você vai comer MUITO com as mãos e praticamente todas as refeições são compartilhadas (vários pratos e você vai pegando um pouco de cada)! E não se esqueça de tirar os sapatos! Digo isso, pois praticamente todos desses lugares típicos são com carpete no chão. 

– Já contamos isso em nosso post sobre Aswan, em que o dono do hotel em que estávamos hospedadas nos levou fazer uma carteira internacional para jovens que estão viajando o mundo. Conseguimos meia entrada em todos os lugares e pagamos bem barato (170 EGP). Se realmente funciona em outros países ainda não sabemos, mas vamos testar e falar aqui em breve! Procuramos na internet e o cartão é idêntido a esse.

– Se você também é fotógrafo, muitos lugares pedem que você pague um valor a mais para entrar com o tripé (sempre tentam tirar dinheiro do turista de qualquer forma) ou até mesmo cobrar um ticket especial para poder entrar com câmera, como no Museu de Cairo. Mas se você já estiver no local com o tripé e não quiser pagar, você pode se negar e deixar o tripé com o segurança. Alguns locais também é proibida a filmagem e fotografia, como dentro das pirâmides, no Vale dos Reis e na Sala das Múmias, no museu do Cairo (entretanto, a gente conseguiu filmar escondidas hahaha, você pode conferir no nosso vídeo de Cairo). E por falar no Museu, não perca de ir a Galeria das Múmias Reais, é impressionante ver como os corpos permanecem tão preservados!!

– O Narguilé é extremamente comum no Egito, todo mundo fuma. Então se você sentar em quase todos os bares você pode ter esta opção, com vários sabores para experimentar. O narguilé no Egito é chamado de Shisha.

– Em TODOS os lugares em que fomos, pessoas locais chegaram até nós para pedir uma selfie. Parece ser quase uma tradição e uma aposta deles de quem tem mais selfie com turistas. Até mesmo seguranças fazem isso! Em um monumento umas 15 crianças nos cercaram para fotografar, eles já vão colocando o celular na posição e às vezes nem te perguntam. É bem engraçado.

– Em metros você vai ver vagões exclusivos para mulheres!

– Existem micro vans que servem como transporte púbico no Egito. É difícil elas pararem para turistas, mas o preço é muito mais barato que um taxi, algo como 1,20 EGP. Entretanto, sempre pergunte antes, pois como tudo no Egito, eles também tentam aumentar o preço para quem não é local. Existe outra van maior que para para todos turistas. Nós pegamos ela perto das pirâmides (Cairo) até a estação de metro e custou 3EGP para cada.

– Algumas situações estranhas podem acontecer! Um certo dia em Luxor um homem que encontramos no caminho quis nos ajudar de todas as formas para chegarmos até o Karnak. Ele parecia amigável, apesar de agir um pouco estranho e nervoso. Conversa vai, conversa vem, ele começou a chorar e tremer pedindo um abraço da Renata, dizendo que sua mulher não era como ela (já que muitos casam por imposição da família). Foi muito bizarro! Nos tentamos dar o menos de conversa possível e fomos para nosso hotel.

– E algumas vezes situações inusitadas também podem acontecer! Estávamos dentro de uma loja de fotografia esperando uma cartela de 3×4 ficar pronta (para o tal cartão que comentamos a cima) e enquanto isso, um casal de muçulmanos e seus convidados estavam fazendo festa do lado de fora, esperando a sessão de fotos. Percebemos olhares estranhos voltados para nós, principalmente dos adolescentes, até que foram se aproximando e começaram a puxar conversa. Resumindo, no final das contas, a loja virou uma festa e começamos a dançar, bater palma e (tentar) cantar música árabe com eles, hahaha.

– Você também vai encontrar gente realmente muito amigável, receptiva e orgulhosa de seu país. Eles também costumam gostar muito de brasileiros e sempre vão querer conversar sobre o futebol (é claro!). Mas cuidado… antes de iniciar qualquer conversa fale que você não vai pagar nada pela ajuda ou o que quer que seja. Eles (quase) sempre estão esperando por gorjeta. 

– Outra dica importante é: quando for entrar em qualquer atração turística, principalmente nos templos, vão estar cheios de egípicios tentando “pescar” os turistas para pedirem gorjeta. Eles te puxam para um canto em lugares estratégicos e mostram alguma paisagem diferente ou se oferecem para tirar foto (tanto de você quando deles) e logo depois ficam atrás pedindo dinheiro. Nos pediram gorjeta até para colocar as malas no ônibus. Nos banheiros tbm é comum alguem na porta cobrando.

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Agora, para vocês terem uma idéia de alguns dos principais gastos que tivemos, dividimos entre passeios/transporte e hospedagem:

– Passeios: 1.010 EGP = 57 dólares

– Transporte: 1.500 EGP = 85 dólares

– Hospedagem: 1.052 EGP = 1.952 EGP = 110 dólares (dividido por duas) 

 

E no fim desse um pouquinho mais de um mês viajando, o mistério do Egito (para gente) ainda continua, assim como nossa admiração pela terra dos faraós!

Esperamos que gostem!

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